A mostra ocupa o Edifício Aliança da Bahia entre 15 de setembro e 8 de novembro, com um percurso formado por arquitetura, design, arte, paisagismo, gastronomia e diferentes interpretações do morar contemporâneo.
A edição comemora os 35 anos da mostra carioca e transforma um edifício modernista do Centro em percurso vertical de ambientes.
No Surreal, o ambiente também participa da experiência. Iluminação, música, arte, mobiliário e gastronomia constroem juntos a identidade de uma casa. Essa relação aparece em outra escala na CASACOR, onde cada espaço apresenta uma narrativa própria.
Ao longo de seis andares, cobertura e térreo, o público encontra estúdios, apartamentos, lofts, galerias, jardins, cozinhas, bares e espaços de convivência. A mostra reúne 47 projetos e transforma a visita em uma leitura sobre comportamento, memória e vida urbana.
A escolha do Edifício Aliança da Bahia estabelece uma conexão direta com a arquitetura do Centro.
Construído no início da década de 1960 e recentemente retrofitado, o prédio fica diante do Palácio Gustavo Capanema, um dos principais marcos da arquitetura moderna brasileira. A ocupação também dialoga com o movimento de revitalização da região central e com novas propostas de moradia, trabalho, cultura e convivência.
O projeto do retrofit foi desenvolvido pelo arquiteto Ruy Rezende. Durante a mostra, características do edifício participam do percurso e se conectam às intervenções contemporâneas realizadas pelos profissionais convidados.
A visita começa no térreo e segue verticalmente por diferentes pavimentos. Studios compactos, apartamentos maiores, ambientes comerciais, espaços de bem-estar e áreas gastronômicas criam a sensação de um condomínio contemporâneo.
Segundo a CASACOR, a edição carioca permanece aberta até 8 de novembro de 2026.
O tema da CASACOR Rio 2026 é "Mente e Coração". A proposta observa a casa como uma extensão da identidade de quem vive nela.
Memória, afeto, funcionalidade, descanso, criatividade e convivência aparecem nos projetos por meio dos materiais, das cores, do mobiliário e da organização dos espaços.
A casa contemporânea passou a concentrar diferentes atividades. Ela pode reunir trabalho, lazer, descanso, cuidado, alimentação e encontros. Os ambientes apresentados na mostra refletem essas mudanças e procuram criar soluções para rotinas cada vez mais diversas.
O tema também favorece experiências sensoriais. Luz, aromas, texturas, vegetação, água e sons aparecem como recursos capazes de alterar a percepção de um ambiente.
Os projetos apresentados ajudam a identificar movimentos presentes na arquitetura e no design contemporâneo.
A própria escolha do endereço coloca o reaproveitamento no centro da discussão.
O retrofit permite atualizar um edifício construído há décadas, preservando sua relação com a paisagem e oferecendo novos usos para sua estrutura. Essa prática ganha relevância em áreas urbanas que já possuem imóveis, infraestrutura e história.
A arquitetura trabalha com o que permanece e acrescenta novas funções ao espaço.
Parte dos ambientes apresenta studios e lofts com sala, cozinha, quarto e áreas de apoio organizados em plantas integradas.
Mobiliário multifuncional, painéis, volumes de madeira e soluções de armazenamento ajudam a delimitar cada atividade. A integração também favorece a circulação de luz e amplia visualmente espaços menores.
As propostas acompanham o crescimento das moradias compactas nos grandes centros urbanos.
Móveis de diferentes períodos aparecem ao lado de peças contemporâneas, obras de arte e objetos afetivos.
A edição também celebra nomes importantes do design nacional, como Sergio Rodrigues, Joaquim Tenreiro, Jorge Zalszupin e Percival Lafer. Suas criações ajudam a contar a história do mobiliário brasileiro e continuam influenciando novos profissionais.
Antiguidades, fotografias, livros e elementos garimpados acrescentam identidade aos ambientes e mostram como objetos podem guardar lembranças.
Madeira, pedra, fibras, tecidos naturais e vegetação aparecem em diferentes projetos. Algumas propostas também utilizam materiais reaproveitados ou provenientes de processos anteriores.
A Casa CO/EXISTIR, por exemplo, foi desenvolvida com cerca de 90% de materiais reaproveitados. Outros ambientes apresentam construção a seco, madeira de reflorestamento, tapetes produzidos com PET e soluções voltadas à redução do consumo de água.
Essas escolhas apontam caminhos para uma arquitetura mais consciente sobre a origem, a aplicação e o destino de cada material.
O ambiente Um Lugar Para Todos foi pensado para um casal com mais de 60 anos, sendo uma das moradoras usuária de cadeira de rodas.
O projeto trabalha mobilidade, flexibilidade e convivência entre gerações. Cortinas, móveis e áreas integradas permitem diferentes configurações de uso.
A presença desse tema amplia a discussão sobre casas preparadas para acompanhar seus moradores em diferentes fases da vida.
As cozinhas apresentadas na mostra reforçam sua função como espaços de encontro.
Na Cozinha Infusão em Noz, uma ilha circular organiza o ambiente e aproxima as pessoas durante o preparo e o serviço. A escolha do formato favorece conversas e cria uma circulação fluida ao redor da bancada.
Outros projetos integram cozinha, sala de jantar e áreas de convivência. Essa organização acompanha hábitos cada vez mais presentes, como cozinhar para amigos, compartilhar o preparo e permanecer à mesa durante mais tempo.
A gastronomia influencia o desenho desses ambientes. Bancadas, mesas, iluminação e disposição dos assentos são planejadas a partir da experiência que acontecerá ali.
O ambiente é planejado a partir da experiência que vai acontecer nele.
A CASACOR Rio 2026 também possui uma programação gastronômica integrada aos projetos.
A lista de ambientes e suas respectivas propostas está disponível no especial oficial da CASACOR Rio 2026.
A cobertura apresenta uma vista ampla da região central. Dela, o visitante pode observar o Palácio Gustavo Capanema, o edifício da Associação Brasileira de Imprensa, a Baía de Guanabara e parte do Aterro do Flamengo.
Em dias de boa visibilidade, Cristo Redentor e Pão de Açúcar também aparecem na paisagem.
O rooftop reúne gastronomia, paisagismo e áreas de permanência. O percurso permite observar a cidade a partir de uma perspectiva diferente e reconhecer a concentração de arquitetura, história e cultura existente no Centro.
A experiência reforça o papel dos terraços urbanos como espaços de convivência e conexão com a paisagem.
A CASACOR reúne dezenas de ambientes distribuídos verticalmente. Vale reservar algumas horas para percorrer o edifício com calma.
Roupas e calçados confortáveis ajudam durante a circulação. Também é interessante consultar previamente a lista de projetos e identificar os temas de maior interesse, como gastronomia, design brasileiro, paisagismo, arte, acessibilidade ou moradias compactas.
Quem pretende conhecer as áreas gastronômicas pode incluir uma pausa durante o percurso. Os horários e a disponibilidade das operações devem ser consultados diretamente no evento.
Depois da visita, as referências continuam circulando pela cidade. No Surreal, em Botafogo, arte, cultura pop, cinema, música e gastronomia também se encontram em uma experiência construída nos detalhes.
O portal oficial informa que o térreo, onde estão áreas de convivência, lojas e operações gastronômicas, possui acesso livre. O ingresso é necessário para visitar o percurso completo da mostra.
Datas, horários, valores e programação podem ser atualizados pela organização.
Arte, mobiliário, iluminação e música constroem a experiência junto com a cozinha. Venha conhecer o casarão da Rua Paulo Barreto.
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