De 16 a 20 de setembro, a Marina da Glória recebe a 16ª edição da Feira de Arte do Rio de Janeiro. Datas, exposições em Botafogo e três formas de montar o dia.
Entre os dias 16 e 20 de setembro, a Marina da Glória recebe a ArtRio 2026. A 16ª edição da Feira de Arte do Rio de Janeiro reúne galerias, artistas, curadores, colecionadores e visitantes em cinco dias de programação.
Mas a ArtRio não precisa terminar na saída da feira.
Com exposições espalhadas pela cidade, galerias de portas abertas e uma programação cultural que atravessa diferentes bairros, o evento é um bom ponto de partida para observar o Rio por outro ângulo. A proposta deste roteiro é simples: começar pela arte, passar por Botafogo e deixar a noite decidir o restante.
A ArtRio é reconhecida como um dos eventos relevantes do calendário de artes da América Latina. Em 2026, a feira volta a ocupar os pavilhões MAR e TERRA da AXIA Marina da Glória.
No Pavilhão TERRA, o programa PANORAMA concentra principalmente galerias com estandes maiores. No Pavilhão MAR, entram projetos de diferentes escalas e linguagens.
É possível visitar a feira para conhecer tendências, acompanhar artistas, conversar com galerias ou apenas olhar com calma. Ninguém precisa transformar o passeio em uma prova oral de História da Arte.
A programação acontece de 16 a 20 de setembro de 2026.
Quem pretende visitar a feira deve consultar a disponibilidade de ingressos nos canais oficiais. A venda pode ser encerrada de acordo com a lotação do espaço, e valores ou lotes podem mudar até a data do evento.
A ArtRio acontece na AXIA Marina da Glória, na Avenida Infante Dom Henrique, sem número, na Glória.
Para quem vai de metrô, a orientação oficial é descer na estação Glória e caminhar até a passarela próxima à Rua do Russel. O espaço também oferece estacionamento sujeito à lotação e bicicletário. Animais não são permitidos no evento.
Se a ideia for continuar o roteiro depois da feira, vale considerar transporte por aplicativo, táxi ou transporte público. Assim, o deslocamento entre Glória e Botafogo entra no passeio sem transformar a noite em uma negociação com o estacionamento.
Durante a semana da ArtRio 2026, diferentes espaços culturais da cidade recebem exposições, aberturas e programações especiais. Botafogo concentra algumas paradas que podem ser combinadas com a feira.
A Pinakotheke apresenta uma coletiva que revisita o histórico Salão Preto e Branco realizado em 1954. Com curadoria de Shannon Botelho, a mostra reúne 61 obras de 50 artistas.
O recorte recupera um momento em que artistas brasileiros, diante da escassez e do alto custo dos materiais importados, participaram do III Salão Nacional de Arte Moderna utilizando apenas materiais e tintas em preto e branco. Em cartaz de 11 de setembro a 21 de novembro de 2026.
A Athena inaugura duas exposições um dia antes do início da ArtRio. Onde brilha a nossa luz, de Renata Leoa, ocupa a Sala Cubo com uma série inédita de pinturas dedicadas às paisagens da Amazônia.
Na mesma galeria, Sair do próprio caminho e deixar o mundo entrar, de Rafael Alonso, reúne pinturas criadas no novo ateliê do artista. A casa, os quintais e a arquitetura em transformação dos subúrbios cariocas passam a fazer parte de seu campo de observação.
Na Praia de Botafogo, a FGV Arte apresenta Eu chorei rios: arte dos povos originários da América. Com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff, a exposição reúne artistas indígenas de diferentes territórios do continente americano. A mostra permanece aberta até o último dia da ArtRio 2026.
Depois de algumas horas entre pinturas, instalações, esculturas e vídeos, o corpo costuma fazer uma observação bastante objetiva: está na hora de comer. É nesse momento que o roteiro chega ao Surreal.
Instalado em um casarão na Rua Paulo Barreto, o Surreal mistura gastronomia autoral, coquetelaria de assinatura, música e referências que atravessam o cinema e as artes visuais. Nas paredes, Salvador Dalí, Frida Kahlo, John Travolta e personagens de diferentes universos dividem o mesmo território. No cardápio, a lógica continua ligeiramente desalinhada.
Não é necessário visitar a ArtRio para entender o Surreal. Mas, depois de um dia cercado por obras que deslocam o olhar, algumas coisas no casarão parecem fazer ainda mais efeito.
Comece o dia pelas exposições da Galeria Athena ou da FGV Arte. Depois, siga para a Marina da Glória, onde a ArtRio permanece aberta até as 21h.
Na saída, vá para Botafogo e termine a noite no Surreal. Às quintas e sextas, a casa funciona até mais tarde e mantém uma programação musical que passa por diferentes ritmos e formatos.
Visite a Pinakotheke pela manhã, aproveite o intervalo para circular por Botafogo e siga para a ArtRio a partir das 14h. A feira encerra às 20h. Depois, o Surreal funciona de forma contínua até a 1h.
Comece pela FGV Arte, siga para a ArtRio durante a tarde e encerre o roteiro em Botafogo. A feira termina às 20h, enquanto o Surreal funciona até a meia-noite. Tempo suficiente para jantar, pedir um drink e deixar a segunda-feira para resolver os próprios problemas.
Grupos de até seis pessoas podem reservar pelo sistema on-line. Para grupos maiores, o atendimento é realizado pelo WhatsApp. Nos dias com música ao vivo, pode haver cobrança de couvert artístico: consulte a programação e os valores da noite antes da visita.
A ArtRio coloca diferentes ideias, tempos e linguagens no mesmo espaço. Botafogo faz algo parecido, só que sem precisar de pavilhão. Depois da Marina da Glória, atravesse as galerias do bairro e entre no casarão da Rua Paulo Barreto.
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