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Botafogo · Rio Reservar
Rio de Janeiro Leitura de 12 min

Entre um show e outro, tem a cidade maravilhosa

O Rock in Rio 2026 é em 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. Veja como chegar, como se preparar e o que fazer no Rio nos dias sem show.

Equipe Surreal · Agosto de 2026
Banda tocando ao vivo no Surreal, em Botafogo, sob luz roxa
Música ao vivo no Surreal, em Botafogo, a poucos quarteirões da estação de metrô.

Todo mundo está falando dos sete dias. Ninguém está falando do resto.

O Rock in Rio 2026 acontece em 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. Entre o primeiro e o segundo fim de semana existem três dias sem show, 8, 9 e 10, e em torno deles um mês inteiro de cidade funcionando. Quem vem de fora vai passar mais tempo no Rio do que na Cidade do Rock. Quem mora aqui vai atravessar setembro inteiro com o trânsito reorganizado.

Este texto trata das duas coisas: o festival e o que existe em volta dele.

Resposta rápida
Datas: 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026.
Local: Cidade do Rock, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, Avenida Embaixador Abelardo Bueno, s/n.
Como chegar: metrô até Jardim Oceânico e BRT Expresso Rock in Rio, com bilhete só pelo aplicativo Jaé.
Não vá de carro: não há estacionamento oficial e os bloqueios começam às 14h.
Dias livres: 8, 9 e 10 de setembro.

O festival

São sete dias divididos em dois blocos. O primeiro tem quatro dias seguidos, de 4 a 7 de setembro, e cai no feriado da Independência, o que significa cidade cheia e hotel caro. O segundo bloco tem três dias, de 11 a 13.

Nos palcos principais, cada dia tem seu nome grande. A edição reúne 45 atrações internacionais, quinze delas em shows exclusivos que só acontecem na Cidade do Rock.

04 SET
Foo Fighters
05 SET
Avenged Sevenfold
06 SET
Calvin Harris
07 SET
Elton John
11 SET
Stray Kids
12 SET
Maroon 5
13 SET
Twenty One Pilots

Além do Palco Mundo, o festival opera o Palco Sunset, o New Dance Order, o Espaço Favela, o Global Village e o Supernova. Os portões abrem às 14h, com entrada permitida até meia-noite. Os shows começam por volta das 15h30 nos palcos menores e às 16h40 nos maiores.

Os ingressos são vendidos exclusivamente pela Ticketmaster. A venda geral começou em 8 de junho, e alguns dias esgotaram em pouco mais de duas horas. Vale checar disponibilidade antes de fazer qualquer outro plano.

Line-up completo
Ingressos

Como chegar, e por que não de carro

Essa é a parte que separa quem aproveita de quem passa raiva.

Metrô mais BRT é o caminho oficial. Durante o festival, a estação Jardim Oceânico funciona 24 horas para embarque e desembarque e serve de terminal de integração com o BRT Expresso Rock in Rio, que leva direto até a estação em frente à Cidade do Rock.

As linhas operam em esquema especial: as Linhas 1 e 4 rodam entre Uruguai e Jardim Oceânico; a Linha 2 opera entre Pavuna e Botafogo, com transferência entre as Linhas 1 e 2 disponível durante todo o festival.

Os bilhetes do BRT Expresso custam R$ 29 e só são vendidos pelo aplicativo Jaé, com limite de dez por pessoa por dia de festival. O QR Code de embarque aparece no app uma semana antes do evento e vale só para a data comprada. A tarifa do metrô está em R$ 7,90 por trecho. Somando ida e volta com o BRT, o deslocamento sai por R$ 44,80.

Aplicativo Jaé

Aviso prático
Carro é a pior opção

Não existe estacionamento oficial na Cidade do Rock, os bloqueios no entorno começam às 14h e seguem até as 5h. Aplicativos de transporte não encostam na porta: o ponto de desembarque fica no estacionamento do Riocentro, a cerca de dois quilômetros de caminhada.

Se quiser conforto, o Primeira Classe é o transporte oficial do festival, com ônibus executivos partindo de vinte pontos do Rio e da Grande Rio e desembarque em uma entrada exclusiva, perto do palco New Dance Order. Vendido pela Ticketmaster.

Como é o Rio em setembro

Setembro é o mês em que o Rio troca de estação. O inverno acaba, a primavera começa, e a cidade fica naquele intervalo em que dá para andar na rua às três da tarde sem sofrer, coisa que em janeiro ninguém faz.

O que isso significa na prática: leve camada, não casaco. Os dias esquentam e as noites esfriam, e o vento da Barra à meia-noite não é o mesmo vento de Ipanema ao meio-dia. Chuva rápida acontece. Confira a previsão na véspera, não na semana anterior.

O feriado de 7 de setembro cai dentro do primeiro bloco do festival, o que empurra tudo para cima: preço de hospedagem, fila de atração turística, tempo de deslocamento. Se você tem escolha, os dias 8, 9 e 10 são os melhores do mês para conhecer a cidade, com festival parado, feriado passado e turista ainda na cama.

Como se preparar

01
Compre o bilhete do BRT antes
É pelo Jaé, é por data, e é a coisa mais fácil de esquecer.
02
Chegue cedo, não na hora do headliner
Portões às 14h. Quem entra às 20h enfrenta a fila junto com todo mundo que teve a mesma ideia.
03
Coma antes
Sete horas dentro da Cidade do Rock com fila de comida no meio não é plano, é improviso. Almoçar bem antes de entrar muda o dia inteiro.
04
Leve garrafa reutilizável e carregador portátil
Existem pontos de hidratação no circuito, e o celular morre por volta do terceiro show.
05
Calçado fechado e confortável
São quilômetros de caminhada em terreno irregular, e a saída à noite não perdoa chinelo.
06
Planeje a volta antes de entrar
A pulseira entregue na chegada garante o embarque no serviço especial de retorno. Descobrir isso às três da manhã é tarde.

O que visitar no Rio nos dias sem show

Três dias livres no meio do festival, 8, 9 e 10 de setembro, com a cidade praticamente vazia de fila.

Pão de Açúcar, cedo. O bondinho na Urca funciona melhor antes das dez da manhã, antes de as excursões chegarem. Da Praia Vermelha, a caminhada até a Pista Cláudio Coutinho é gratuita e rende quase a mesma vista.

Centro histórico a pé. Praça XV, Arco do Teles, Paço Imperial e Rua do Lavradio ficam a distância de caminhada uns dos outros. É a parte do Rio que quase nenhum turista de festival conhece.

Santa Teresa de bonde. Ruas estreitas, ateliês, casario. Sobe-se de bonde e desce-se a pé pela Escadaria Selarón.

Jardim Botânico e Parque Lage. Dois endereços vizinhos, os dois verdes, um deles gratuito e aos pés do Corcovado.

Botafogo. É aqui que este texto vai passar mais tempo, e a razão é prática, não sentimental.

O Lado S de Botafogo

Botafogo é o bairro que o Rock in Rio transforma em corredor sem que ninguém perceba.

Olhe o mapa do metrô: a Linha 2 opera entre Pavuna e Botafogo, e é ali que se faz a transferência para a Linha 1, que segue até Jardim Oceânico. Quem vem do Centro, da Zona Norte ou da Grande Rio passa por Botafogo. Quem volta, também.

O bairro tem duas linhas de metrô, a maior concentração de cozinha autoral em operação diurna da Zona Sul, e casas que abrem ao meio-dia. É o que resolve exatamente o problema de quem precisa comer antes de encarar sete horas de festival.

E tem o Lado S.

Parede de retratos pop-art do Surreal Bar, em Botafogo
O casarão de 1938 na Rua Paulo Barreto, 102.

Surreal Bar

Fica na Rua Paulo Barreto, 102, em um casarão de 1938 com salão principal, mezanino e jardim interno. A rua leva o nome de João do Rio, o cronista que inventou no Rio o ofício de andar pela cidade à noite e escrever sobre o que ela fingia não ver. Para uma casa que se define pelo absurdo e pela contracultura, é uma coincidência de endereço razoavelmente perfeita.

A cozinha trata cinema como ingrediente. Os pratos vêm batizados com referências de filmes e séries: o Dalí Dog leva linguiça de costela, maionese da casa, mostarda Dijon, vinagrete e broto de coentro no pão de leite. O Ancho em Chamas chega flambado à mesa, com 250 gramas de bife ancho cara preta, molho roti e alecrim. O cardápio ainda tem entradas, burgers, pratos executivos e principais.

A coquetelaria é autoral, com drinks construídos a partir do mesmo universo de filmes, arte e cultura pop, e não da carta padrão que se repete de bar em bar.

E há o Ato III. Programação musical com noites de blues, jazz e bossa, além de DJs. É a casa fazer o que promete: o que acontece ali não é só refeição.

Em setembro

A casa prepara um lançamento pensado para quem vai ao festival. O nome ainda não foi revelado e sai primeiro pelo @surrealrio.

Serviço
Endereço: Rua Paulo Barreto, 102, Botafogo
Almoço: todos os dias, das 12h às 16h
Noite: segunda a quinta, das 18h à meia-noite · sexta, das 18h à 1h · sábado, das 12h à 1h, sem intervalo · domingo, das 12h à meia-noite
Instagram: @surrealrio

Como ir de Botafogo ao Rock in Rio

O trajeto mais simples do festival, e quase ninguém está falando dele.

1
Almoce em Botafogo. A Rua Paulo Barreto fica a poucos quarteirões da Estação Botafogo do metrô.
2
Pegue a Linha 1 na Estação Botafogo, sentido Jardim Oceânico. Sem baldeação.
3
Em Jardim Oceânico, embarque no BRT Expresso Rock in Rio, serviço SE008, direto até o Terminal Centro Olímpico. Bilhete comprado antes, pelo Jaé.
4
Desembarque em frente à Cidade do Rock.

Na volta, a estação Jardim Oceânico opera 24 horas e as demais permanecem abertas de madrugada para desembarque, inclusive Botafogo.

Um aviso honesto: os shows terminam de madrugada, e nenhuma casa de Botafogo estará aberta quando você desembarcar. O Surreal Bar resolve o antes, não o depois. Para o depois, o plano é dormir.

E o antes, em setembro, vem com novidade. Acompanhe pelo @surrealrio.

O melhor plano para os dias 8, 9 e 10

Se você veio para os dois fins de semana, tem três dias parados no meio. Uma sugestão de uso:

Dia 8
Centro histórico de manhã, almoço em Botafogo, tarde em Santa Teresa.
Dia 9
Pão de Açúcar cedo, Praia Vermelha, tarde na orla, noite em Botafogo.
Dia 10
Jardim Botânico e Parque Lage, almoço sem pressa, descanso antes do segundo bloco.

O erro clássico é tentar encaixar cidade nos dias de show. Não dá: quem entra às 14h e sai às 4h não visita nada no dia seguinte.

O Rio depois que o palco desmonta

O Rock in Rio dura sete dias a cada dois anos. A cidade dura o resto.

O que fica de setembro, para quem veio de fora, quase nunca é o show. É a caminhada que ninguém planejou, o bar que apareceu no caminho da estação, a tarde vazia num bairro que não estava no roteiro.

O festival é o motivo da viagem. Não precisa ser o assunto dela inteira.

Perguntas frequentes

Quando é o Rock in Rio 2026?
Nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026, na Cidade do Rock, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.
Como chegar ao Rock in Rio 2026?
De metrô até a estação Jardim Oceânico, que funciona 24 horas durante o festival, e de lá pelo BRT Expresso Rock in Rio até a estação em frente à Cidade do Rock. O bilhete do BRT custa R$ 29 e é vendido só pelo aplicativo Jaé.
Dá para ir de carro ao Rock in Rio?
Não é recomendado. Não há estacionamento oficial na Cidade do Rock e os bloqueios no entorno começam às 14h. Carros de aplicativo param no estacionamento do Riocentro, a cerca de dois quilômetros da entrada.
Que horas abrem os portões do Rock in Rio 2026?
Às 14h, com entrada permitida até meia-noite. Os shows começam por volta das 15h30 nos palcos menores e às 16h40 nos principais.
O que fazer no Rio nos dias sem show do Rock in Rio?
Os dias 8, 9 e 10 de setembro estão livres. São os melhores do mês para Pão de Açúcar, Centro histórico, Santa Teresa, Jardim Botânico e Parque Lage, com o festival parado e o feriado já passado.
Onde comer antes do Rock in Rio?
Botafogo resolve bem, porque fica na Linha 1 do metrô, que vai direto a Jardim Oceânico. O Surreal Bar, na Rua Paulo Barreto, 102, serve almoço todos os dias das 12h às 16h.
Como está o clima no Rio em setembro?
É a virada do inverno para a primavera: dias amenos, noites mais frias e possibilidade de chuva rápida. Leve camada em vez de casaco e confira a previsão na véspera.
Quanto custa o transporte para o Rock in Rio 2026?
Cerca de R$ 44,80 para ida e volta usando metrô e BRT Expresso. A tarifa do metrô é R$ 7,90 por trecho e o bilhete do BRT Expresso custa R$ 29.
Almoço todos os dias, das 12h às 16h
Coma antes
de encarar sete horas

Rua Paulo Barreto, 102, em Botafogo, a poucos quarteirões da Estação Botafogo do metrô. Linha 1 direto até Jardim Oceânico.

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